Letras e Educação
Disciplina e seriedade em defesa da ciência, um caminho para um homem mais humano e fraterno. Este é o papel da educação escolar. Vamos pensar nisso.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
A ferradura, o casco e os sapatos: uma reflexão do ensino da língua
sábado, 10 de setembro de 2011
PROFESSORES INÚTEIS E SEM AMOR: FUI UM DELES
Pensei que alguns velhos chavões que colocam a profissão de professor como sacerdócio ou como algo irrelevante para a sociedade fossem coisa do passado. Mas não é que recentemente tornei a ouvi-los de novo. E por pessoas que deveriam, pela função que exercem, ser mais cuidadosas a fim de que o que diz não vire rotina e/ou preconceito. "Os professores são inúteis, só reclamam", dito por um nobre vereador do interior de São Paulo. "Os professores deveriam ensinar por amor e não por dinheiro", dito pelo govenador do Ceará. O primeiro afirmou sua verdade através de uma págima de rlacionamneto da internet, usando como argumentos as queixas dos alunos e pais de que os professores não vão à escola e quando vão não dão aula. A verdade do outro foi dito à imprensa mesmo, com todo o poder que o cargo de governador lhe confere, diante das reivindicações dos professores estaduais do Ceará, em greve, por melhores salários e condições de trabalho. Ao ouvir isso, pensei: como fui cruel com o meu País, sobretudo com a cidade onde resido, São Paulo, por ter recebido do povo uns míseros reais para dar aulas por durante doze longos anos e naõ ter ensinado nada. (ao menos para boa parte dos alunos). Não deveria ter aceito a boa gentiliza do governo e ter ido todos os dias exercer a minha função por amor às crianças e adolescentes do meu País. Por que fui egoísta ao pensar também na minha família!. Ora, se eu escolhi essa função, o problema foi meu. Não devia receber nada por querer ser professor. Porque não foi ser jogador de futebol. Um juiz, talvez. Quem sabe até um bom pedreiro (o último que foi fazer um pequeno reboco no muro da minha casa cobrou R$ 600 por dois dias tde trabalho). Mas jamais professor. Professor não pode cobrar da sociedade dinheiro para ensinar as crianças e adolescentes. Em especial quando se trata de professor da rede pública, porque o salário pago vem do suor do povo. Se o professor pretende ensinar a crinaças e adolescentes das classes mais abastadas, nas chamdas escolas privadas, aí talvez abra-se um excessão e ele ganhe uns bons trocados que lhe permita colocar seu filho também numa escola privada. Ainda que possua o mesmo knowhow ou mais daquele outro, é ousadia demais do professor da escola pública exigir tal reconhecimento, porque o dinheiro que lhe paga o exercício de inutilidade vem do povo. Porfessor não pode ser pago para ensinar. Eu acho que Rubem Alves tem razão quando se faz entender em suas crônicas sobre educação que os professores são os "urubus" e o que ensinam não servem para nada. Acho que vem daí a justificativa de que nada recebam pelo que faz. Outro dia, depois de ter ouvido os chavões acima, eu não acreditei que um ex-aluno meu pudesse postar em minha caixa de e-mail a seguinte frase: "Olá, professor, tá lembrado de mim, sou fulano de tal, seu ex-aluno, quero lhe agradecer por sua inssitência em querer me ensinar português e pedir desculpas por eu achar que aquilo era inútil". "Desculpe-me pela insistência", eu respondi.
sábado, 4 de junho de 2011
"POR UMA VIDA MELHOR", O ERRADO É QUESTÃO DE PONTO DE VISTA
Betto Ferreita
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| Capa de Por uma vida melhor (Editora Global) |
domingo, 6 de março de 2011
Demitido, prof. Betto não é mais professor da Rede Pública Estadual de Ensino de SP
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| Foto arquivo: profesores na av. Paulista, SP, pela melhoria no ensino |
domingo, 17 de maio de 2009
REVISTA DO BRASIL DENUNCIA PROBLEMAS E ESCÂNDALOS NA EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO
Resultados recentes de métodos que avaliam a educação no Brasil, como o Enem, mostram que em São Paulo a situação é lastimável, principalmente por ser este o estado mais rico da federação. Em sua edição nº 34 (abril/2009), a Revista do Brasil revela duas facetas do governo paulista que podem explicar o mal rendimento escolar dos alunos no estado.
Com o título “Professores à deriva”, a reportagem, assinada por Thiago Domenici, revela a deprimente situação dos professores Admitidos em Caráter Temporário, os chamados ACTs, verdadeiros “nômades” da educação que, conforme levantou a resvista, deveriam ser chamados apenas em caráter emergencial. De acrodo com Maria Isabel de Almeida, doutora em didática pela USP, citada na reportagem, a função se tornou permanente porque a vulnerabilidade desses profissionais atende melhor aos interesses do sistema educacional. A revista revela que o estado tem em torno de 230 mil educadores, dos quais, 100 mil são ACTs. Estes, por não terem vínculo com o governo, também não têm os mesmos direitos dos efetivos, como férias remuneradas e incorporações das gratificações. E todo ano, recomeçam do zero.
ACORDOS MILIONÁRIOS: Outro ponto é a denúncia dos milionários contratos envolvendo o governo do estado o os poderosos grupos Globo e Abril. A reportagem informa que os principais produtos adquiridos da Abril pela Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), órgão ligado à Secretaria Estadual da Educação, incluem as revistas Recreio e Nova Escola e o Guia do Estudante-Atualidades vestibular. Só no Ano passado, segundo apurou a revista, os custos dos pedidos giraram em torno de R$ 11,5 milhões. Já para a Fundação Roberto Marinho, da Globo, segundo informa a reportagem, o governo do estado pagou em 2008 R$ 30 milhões com publicações do Projeto Telecurso Tec do Centro Paula Souza, autarquia que administra as Escolas Técnicas (Etecs) e faculdades de tecnologias do estado.
Confira matéria completa no portal Rede Brasil Atual.


